Lista de Convocados por Dunga para a Copa do Mundo


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terça-feira, 8 de junho de 2010

Um importante "prego" esquecido nas construções do tempo...

Certamente você desconhece João Coelho Netto e sua história surpreendente. Pois bem, esse é o verdadeiro nome de Preguinho, um dos mais importantes jogadores de futebol do Brasil em todos os tempos, mas que nunca teve o seu devido reconhecimento. O craque atuou nas décadas de 20 e 30.

Preguinho jogou toda a sua carreira pelo Fluminense, clube de seu coração, onde ganhou incríveis 55 títulos. Como? Esse atleta disputava nada menos que oito modalidades diferentes pelo Tricolor das Laranjeiras, chegando a disputar provas de natação (onde sagrou-se tricampeão estadual) e uma partida de futebol contra o São Cristóvão (que rendeu ao clube o título do Torneio Início), tudo isso no mesmo dia.

Preguinho se recusava a receber dinheiro do Fluminense, alegando que jogava por prazer e amor ao clube e jamais se profissionalizou como jogador de futebol. Percebe-se aí a discrepância entre os atletas de ontem e os de hoje, que reclamam de jogar duas vezes na semana, mesmo recebendo verdadeiras fortunas para isso. Mas você deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com esse período de Copa do Mundo, acertei?

Bem, o que tem a ver é que esse mesmo Preguinho cravou seu nome para sempre na história do futebol ao marcar o primeiro gol do Brasil em Copas do Mundo, no Mundial de 1930, no Uruguai, na vitória brasileira sobre a antiga Tchecoslováquia por 2 a 1. Preguinho passou seus últimos dias de vida na mais completa miséria, falecendo em 1979, no Rio de Janeiro, mas deixou um importante legado de feitos pelo futebol canarinho.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

De olho em quem pode estragar a festa do Brasil na primeira fase... Parte 3

Percebemos que o Brasil não terá vida fácil em seu grupo, exceto a estreia contra os coreanos que não devem oferecer grandes dificuldades, pelo menos na teoria. Copa do Mundo é sempre um palco repleto de surpresas, e também confirmações, como partidas que parecem fáceis e tornam-se batalhas homéricas e grandes jogos que acabam não tendo tanta grandiosidade assim.

O Brasil adotou uma postura de concentração completamente diferente da Copa da Alemanha, em 2006, quando a própria comissão técnica, liderada por Parreira e Zagallo, fazia questão de voltar os holofotes midiáticos para seus astros, com treinos festivos, descontração (ou desconcentração), muito oba-oba, baladas e treinamento que era essencial, não tinha.

A seleção hoje busca uma clima de paz, de refúgio, visando uma maior concentração no objetivo que é trazer o hexa. Um clima que já recebe inúmeras críticas por parte da imprensa (o "circo" de 2006 também recebia críticas da mesma forma), uma vez que os jornalistas alegam falta de contato com os atletas, um distanciamento desnecessário. Mas acredito que esse é o caminho, muito oba-oba resulta na tragédia anunciada de Weggis, na Alemanha, dessa vez, o treinador canarinho busca trilhar o caminho oposto de 2006, com menos badalação e mais futebol.

A única certeza que temos é a de que Dunga conseguiu resgatar um patriotismo que andava esquecido, talvez guardado na gaveta junto com o uniforme mofado do Brasil de 82, um patriotismo que não parece contagiar, ainda, a população por inteiro, quem sabe é apenas uma mera retaliação ao treinador por deixar de fora os Gansos e Neymares da vida, mas nada que uma boa vitória não transforme todo esse clima de desconfiança na tão fervorosa euforia dos brasileiros, é só o torcedor se dar conta de que a Copa já começou...

De olho em quem pode estragar a festa do Brasil na primeira fase... Parte 2

A Coréia do Norte, a princípio, não preocupa. Uma equipe que demonstra uma fragilidade exorbitante no setor ofensivo, um esquema tático que prioriza a defesa já que esse é o seu ponto forte com, no mínimo, seis homens protegendo a meta. Mesmo assim, os asiáticos não devem oferecer grande resistência ao poderio de ataque brasileiro. Apesar de o ataque ser o ponto fraco dos coreanos, seu principal atleta atua justamente na frente, trata-se de Jong Tae-Se. Japonês de nascimento, esse atacante, apelidado de “Rooney asiático”, tem a dura missão de fazer os gols da Coréia, tarefa inglória quando seus companheiros não possuem tantas qualidades assim.

Os africanos de Costa do Marfim, liderados por Didier Drogba, atacante do Chelsea e principal jogador do país, podem ser a surpresa do Grupo G da Copa do Mundo. Isto porque o selecionado considerado a segunda força do grupo é o de Portugal. Um futebol com características bem ofensivas, até meio irresponsáveis, com uma correria desenfreada e muita alegria, essa são as armas de Costa do Marfim. A seleção africana pode ser o nosso adversário mais difícil, até mais que Portugal, pelo estilo de jogo apresentado e uma forma de jogar muito semelhante ao Brasil.

Portugal chega em baixa para Mundial da África. Após se classificar apenas na repescagem, a seleção gera desconfiança em seu país, muitos até nem acreditam que “os gajos” possam ir longe no torneio. A estrela lusa é o craque Cristiano Ronaldo, atacante do Real Madri, que sofre com as mesmas cobranças do argentino Lionel Messi: ser tão decisivo na seleção de seu país quanto em seu clube. Os portugueses carregam a imensa responsabilidade de ser a única seleção possível de parar o Brasil na primeira fase, apesar de Costa do Marfim ser uma seleção bastante promissora. O jogo entre colonizadores e colonizados é o último do Grupo G e pode ser o ponto alto na disputa por duas vagas na fase seguinte. O Brasil corre o risco de enfrentar Portugal já classificado, isso pode ser um alento para ambos.

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De olho em quem pode estragar a festa do Brasil na primeira fase...

É bem verdade que a convocação feita pelo técnico Dunga ainda gera comentários e opiniões por todo o país. Na esquina, no botequim ou no trabalho, o assunto ainda perdura, rende boas discussões e estimula o “extinto-treinador” famoso em cada brasileiro. Paulo Henrique Ganso, Neymar e Ronaldinho Gaúcho... São os nomes mais comentados por não fazerem parte da lista final de Dunga.

Pois bem, se deveriam ir à Copa ou não, se Felipe Melo ou Doni são menos qualificados que Hernanes ou Victor ou se o irreverente Neymar deveria fazer suas ‘dancinhas’ no Mundial, agora são fatos passados e ficaram, literalmente, no Brasil. A seleção brasileira se despediu de Curitiba e já desembarcou em solo africano, sem nenhum problema e agora, de fato, a Copa do Mundo começou para o Brasil.

Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. Esses são os nossos adversários da primeira fase na versão 2010 do “grupo da morte”. Três seleções de escolas futebolísticas diferentes, com estilos peculiares e características bem definidas. Mas qual dessas seleções pode dificultar a vida dos comandados de Dunga logo na fase inicial do torneio? Será que alguém pode atrapalhar o sonho brasileiro de conquistar o hexa?

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Um inimigo à espera de sua próxima vítima...

As contusões. Um adversário avassalador, inclemente, capaz de destruir sonhos de vitórias e conquistas. As lesões já fizeram algumas vítimas antes do próximo Mundial que está em às de começar: David Beckham (Inglaterra), Marco Senna (Espanha) e Michael Ballack (Alemanha) são alguns exemplos, sendo que vários atletas ainda estão com suas situações indefinidas, devido aos incômodos que as lesões lhe causam neste momento.

Seria um erro a Copa do Mundo vir na sequência de uma temporada exaustiva? Não seria mais prático antecipar um pouco o Mundial para que estrelas do mundo do futebol não ficassem de fora do mais importante campeonato futebolístico do planeta? A FIFA, com certeza, nem imagina mudar o Mundial de data, é mais cômodo esperar que as seleções criem algum mecanismo para evitar o que parece inevitável.

O Brasil já perdeu o grande zagueiro Mozer em 86, outro notável defensor que ficou de fora da Copa, dessa vez em 94, foi Ricardo Gomes, Romário foi cortado do Mundial de 98 devido à problemas musculares, em 2002, Emerson (que havia substituído Romário na Copa anterior), ficou de fora, já em 2006 foi a vez do polivalente Edmílson deixar a seleção vitimado por uma lesão.

É bom o Dunga abrir o olho, Luis Fabiano e Kaká, titulares absolutos e imprescindíveis para o esquema tático brasileiro, se apresentaram com problemas físicos que preocupam. Será que em 2010 a dura sina de perder atletas devido à contusões será mantida? Até quando esse inimigo sorrateiro assolará a nossa seleção? É esperar e torcer para que as lesões passem longe léguas de nossos guerreiros canarinhos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

RAIO-X do Brasil na Copa do Mundo 2010 - parte 3

ATACANTES:

- Robinho (Santos): Esse jogador tem feito um pá de coisas erradas em sua carreira. Surgiu no Santos de 2002, daí saiu do clube que o venerava pela portas dos fundos, forçando sua venda ao Real Madri, depois usou do mesmo artifício para ir ao Manchester City e, posteriormente, voltando ao Santos. Robinho é um dos homens de confiança de Dunga, mas não da torcida, que há tempos clama por uma reserva ao camisa 11. Robinho até que vem jogando bem no Santos, mas longe de ser peça fundamental, vive à sombra de Ganso e Neymar. Mas será titular absoluto, até que role a bola na África. Confesso que não confio em Robinho, mas vai que cola...
- Luis Fabiano (Sevilla-ESP): O verdadeiro camisa 9 da melhor seleção do mundo. Fabuloso, como é conhecido na Espanha, surgiu como quem não quer nada e, quase sem querer, assumiu o posto de principal homem-gol do Brasil e não decepcionou, desde o jogo contra o Uruguai, em São Paulo, 'Fabigol' entrou pra nunca mais sair e é de seus pés que nascem as principais esperanças de gol na Copa do Mundo! Luis Fabiano é o matador do Brasil.
- Adriano (Flamengo): Esse não merece uma vaga na Copa nem nessas promoções que aparecem nesse período. Adriano tem se mostrado alheio ao objetivo do Brasil que é conquistar o Hexa, falta treinos no Flamengo, possui regalias, aparece com umas contusões estranhíssimas... Ô Dunguinha, se vai levar o Adriano então leva o Gaúcho, pô, se não leva um não pode levar o outro, nem Zé nem Cazuza. O 'Imperador' (da Vila Cruzeiro) vem demonstrando que suas baladas e farras pela noite carioca são muito mais importantes que qualquer Copa do Mundo. Esse não, Dunga, esse não...
- Nilmar (Vilarreal-ESP): Esse garoto passou por duas cirurgias complicadas em ambos os joelhos e isso já seria motivo para 90% dos jogadores nessa condição desistirem do futebol, mas Nilmar não. O ex-colorado deu a volta por cima, foi convocado e provou que pode ajudar e muito a seleção na Copa, a camisa não pesou e, se não fosse essa tal lealdade de Dunga, seria titular absoluto na vaga de Robinho. Hoje, atuando no Vilarreal da Espanha, Nilmar pode ser uma arma poderosíssima do Brasil na África.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010

RAIO-X do Brasil na Copa do Mundo 2010 - parte 2

ZAGUEIROS:

- Lúcio (Inter-ITA): Esse é a personificação do espírito da raça, vontade, liderança e determinação. O xerife e capitão brasileiro Lúcio é um zagueiro espetacular, um dos melhores do mundo, com uma fibra que há muito não se via. Lúcio (juntamente com Juan) acabaram com um problema crônico do Brasil: a zaga. Esse merece ir a todas as Copas que aguentar jogar, merece todo nosso respeito. Lúcio neles, Brasil! Joga com o coração, com amor à camisa, que saudade disso!
- Juan (Roma-ITA): Juan convive com problemas de lesão desde muito tempo, mas mesmo assim, supera as dores e defende a pátria e, ao lado de Lúcio, forma a melhor dupla de zaga que o Brasil já teve, pelo menos nos últimos 30 anos, no mínimo. Agora, é torcer para que nosso zagueiro mais técnico não se contunda, não sinta sua incansável lesão e faça um grande Mundial. Força, guerreiro Juan.
- Thiago Silva (Milan-ITA): TS3 - O Monstro. Esse é o nome do filme dedicado à Thiago, ainda como zagueiro do Fluminense. Esse moleque mal se transferiu para a Itália e já cavou uma vaga na Copa. Dono de notável habilidade e técnica incomum aos defensores, Thiago mostrou que tem moral com o comandante já que esteve lesionado, Dunga testou outros bons zagueiros, mas ao voltar, a vaga de Thiago ainda estava lá, intacta. Esse vai para sua primeira Copa, a primeira de muitas, certamente. Não é fácil ser zagueiro no Milan de hoje, abarrotado de sexagenários e pernas-de-pau.
- Luisão (Benfica-POR): O grandalhão defensor é uma espécie de "titular na reserva", já que sempre que aparece uma brecha, lá está Luisão dando conta do recado. Nas Eliminatórias, fez até gol e contra a Argentina, em Rosário. Luisão tem como forte o jogo aéreo, tanto na defesa como no ataque. É uma segurança quando Lúcio ou Juan não podem atuar, o "grandão" sempre mostra porque é um jogador de seleção brasileira.


MEIAS:


- Felipe Melo (Juventus-ITA): O ex-flamenguista era desconhecido da maioria do povo brasileiro. Foi convocado e, claro, contestado, mas chegou, pegou a camisa de titular e nunca mais largou. O volante é, ainda, bastante contestado pelos brasileiros, pela sua falta de habilidade e, principalmente, por seu temperamento, que pode prejudicar o Brasil na Copa. Felipe vai fazer uma Copa de provações, sem dúvida, mas acredito em seu potencial, mostrou que a amarelinha não o intimida.
- Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE): Esse é o mais contestado dos contestados. Gilberto Silva se arrasta em campo, já não é o mesmo de 2002, claro, mas Dunga não enxerga isso. Sobrecarrega os companheiros, já mostra defasagem em seu futebol, poder de marcação falho para um primeiro volante de uma seleção do naipe do Brasil. Atua no fraquíssimo futebol grego, inexpressivo. Gilberto terá de provar que ainda tem gás para mais uma Copa, apesas dos brasileiros não aprovarem sua ida. Pena que não há mais tempo...
- Elano (Galatasaray-TUR): Esse é o queridinho de Dunga, já que o acompanha desde a primeira convocação. Elano vem de mal a pior, era reserva do Manchester City (primo 'pobre' do United), depois se transferiu para a Turquia, onde nunca mostrou qualidade necessária para servir à seleção. Mas dai a César o que é de César: Elano sempre foi voluntarioso no Brasil. Elano não é tão contestado por ser 'apadrinhado' por Dunga, por ser intocável, mas seu futebol anda pequenininho...
- Josué (Wolfsburg-ALE): Muitos se perguntam o que Dunga enxerga em Josué... juro que eu também adoraria saber. Faz tempo que o cover do Zezé di Camargo não joga nada, mais precisamente desde 2005, ou seja, faz muito tempo mesmo. Josué sempre esteve com Dunga, mostrando a fidelidade que Dunga tanto adora, mas não seria melhor tê-lo como amigo, almoçar junto, fazer churrasco e convocar alguém com mais futebol? Josué é uma vaga desperdiçada em minha opinião.
- Ramires (Benfica-POR): Surgiu no Cruzeiro como um jogador fora do normal, meio-campo, sabia marcar, mas adorava se mandar pro ataque, com muita habilidade, drible fácil e boa finalização. Ramires logo chegou à seleção, fez uma boa Copa das Confederações, mas logo sumiu no Benfica. Não o levaria à Copa, existem outras boas opções. Ramires talvez nem entre e acaba tomando a vaga de alguém com mais porte, mais bagagem.
- Kléberson (Flamengo): Esse sim vai pra ver a Copa de camarote. Kléberson não é titular nem no Flamengo, onde Toró é titular, por aí analisemos, o que faz para Dunga convocá-lo? Magia negra? Vudú? Não sei, o que sei é que Kléberson foi imprescindível em 2002, mas faz tempo, muito tempo, hoje há peças bem mais qualificadas...
- Kaká (Real Madri-ESP): Ele carrega a difícil missão de ser o único armador do Brasil. Kaká é o camisa 10, o cara que tem a respinsabilidade de fazer o time andar, ir pra frente, chegar ao gol adversário, mas o meia sofre com uma pulbalgia, que o tira de sua melhor forma. Chegou ao Real com a incumbência de ser o "Messias", mas não o fez e hoje sofre em seu clube. Na seleção, Kaká é incontestável, figurinha carimbada para a África.
- Júlio Baptista (Roma-ITA): "La bestia", como é conhecido pelo espanhóis e italianos, Júlio sempre foi contestado por ser o substituto imediato de Kaká e não possuir habilidade suficiente para tal função. Homem de força, de combate, Baptista sempre fez parte das listas de Dunga, hoje amarga a reserva na Roma, onde entra esporadicamente. Acho um jogador interessante, mas outros meias habilidosos poderíam ocupar sua vaga ou a de outro atleta. Júlio atua também como atacante.



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