Última quinta-feira, 19h30, Palestra Itália, Copa do Brasil... Palmeiras e Atlético-PR faziam uma partida truncada, com vitória parcial do mandante, que se concretizaria ao final do jogo. Os zagueiros Manoel (antes pretendido pelo Palmeiras, mas ainda jogador do Atlético) e Danilo (ex-jogador do Atlético, mas hoje atleta do Palmeiras) se estranham na grande área, trocam "carícias" e "elogios", gestos e atitudes.
Manoel (que desde o primeiro minuto de jogo busca criar confusão com alguém em campo) xinga a mãe e toda a família do palmeirense e, não satisfeito, ainda desfere uma cabeçada (que mais parece uma marrada de carneiro, no interior é comum essa cena) no adversário. Danilo (que desde o primeiro minuto de jogo se estranha com tudo quanto é jogador do Atlético) retribui a "gentileza" com uma cusparada e com uma palavra, que é o tema de toda uma polêmica: MACACO!
"Macaco". Esse foi o termo. Manoel, que ainda pisaria em Danilo caído, ao final da batalha e perguntado sobre suas atitudes, afirma que "isso é de jogo, é normal, o que é do jogo tem que ficar e acabar no jogo". Estranhamente, na saída dos vestiários, Manoel se mostra revoltado, claramente persuadido, e esbraveja que vai à delegacia abrir um B.O. contra Danilo, acusando-o de racismo, por ter sido chamado de "macaco".
Ora, meus caros, uma atitude dessas como a do Danilo, de chamar o companheiro de profissão de "macaco", é digna de repúdio, de punição, como também é digno de punição o atleta Manoel por desferir uma cabeçada, xingar a mãe do companheiro de profissão e pisotear o adversário que encontrava-se indefeso no chão, deitado.
Mas aonde vai parar o futebol? Pelé, considerado o "atleta do século" (isso não representa o meu pensamento) xingava e era xingado. Diego Armando Maradona, ex-usuário de cocaína (?) e ex-gênio argentino, xingava e era xingado. Franz Beckenbauer, ex-capitão e eterno gênio alemão, xingava e era xingado, mas nunca ninguém foi à delegacia prestar queixa contra o adversário por ouvir que sua mãe era p*&% ou que seria um negro ou branco de m&*#@. Não se levava para fora do campo o que acontecia dentro dele.
Hoje, é fato corriqueiro ver as partidas se estenderem até as delegacias mais próximas, jogadores que, no campo, se mostram ferozes, fora dele são verdadeiros cordeirinhos. Sou contra o racismo, totalmente contra. Mas racismo, para mim, é tratar o negro de forma inferiorizada, lhe remunerar menos, não permitir que pratiquem o esporte, isso se caracteriza preconceituoso, xingamentos e agressões mútuas, dentro de campo, são da partida, parte integrante do jogo, para isso existe o árbitro, não só para ser xingado pela torcida, mas para julgar, dentro de campo, quais atitudes são condizentes com o jogo.
É, amigo apreciador da bola na rede, o futebol, cada vez mais, tem se resumido a um escanteio mal batido, porque se acertarem a cobrança e você xingá-lo, consequentemente, serás um "praticante de racismo"! Vai entender...
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Manoel (que desde o primeiro minuto de jogo busca criar confusão com alguém em campo) xinga a mãe e toda a família do palmeirense e, não satisfeito, ainda desfere uma cabeçada (que mais parece uma marrada de carneiro, no interior é comum essa cena) no adversário. Danilo (que desde o primeiro minuto de jogo se estranha com tudo quanto é jogador do Atlético) retribui a "gentileza" com uma cusparada e com uma palavra, que é o tema de toda uma polêmica: MACACO!
"Macaco". Esse foi o termo. Manoel, que ainda pisaria em Danilo caído, ao final da batalha e perguntado sobre suas atitudes, afirma que "isso é de jogo, é normal, o que é do jogo tem que ficar e acabar no jogo". Estranhamente, na saída dos vestiários, Manoel se mostra revoltado, claramente persuadido, e esbraveja que vai à delegacia abrir um B.O. contra Danilo, acusando-o de racismo, por ter sido chamado de "macaco".
Ora, meus caros, uma atitude dessas como a do Danilo, de chamar o companheiro de profissão de "macaco", é digna de repúdio, de punição, como também é digno de punição o atleta Manoel por desferir uma cabeçada, xingar a mãe do companheiro de profissão e pisotear o adversário que encontrava-se indefeso no chão, deitado.
Mas aonde vai parar o futebol? Pelé, considerado o "atleta do século" (isso não representa o meu pensamento) xingava e era xingado. Diego Armando Maradona, ex-usuário de cocaína (?) e ex-gênio argentino, xingava e era xingado. Franz Beckenbauer, ex-capitão e eterno gênio alemão, xingava e era xingado, mas nunca ninguém foi à delegacia prestar queixa contra o adversário por ouvir que sua mãe era p*&% ou que seria um negro ou branco de m&*#@. Não se levava para fora do campo o que acontecia dentro dele.
Hoje, é fato corriqueiro ver as partidas se estenderem até as delegacias mais próximas, jogadores que, no campo, se mostram ferozes, fora dele são verdadeiros cordeirinhos. Sou contra o racismo, totalmente contra. Mas racismo, para mim, é tratar o negro de forma inferiorizada, lhe remunerar menos, não permitir que pratiquem o esporte, isso se caracteriza preconceituoso, xingamentos e agressões mútuas, dentro de campo, são da partida, parte integrante do jogo, para isso existe o árbitro, não só para ser xingado pela torcida, mas para julgar, dentro de campo, quais atitudes são condizentes com o jogo.
É, amigo apreciador da bola na rede, o futebol, cada vez mais, tem se resumido a um escanteio mal batido, porque se acertarem a cobrança e você xingá-lo, consequentemente, serás um "praticante de racismo"! Vai entender...
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